quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mal amado


"Quando o amor cair de velho
do coração.

E fragmentar-se ao chão.

Lembre-se que o tempo
envelhece e mata.
"



(Alan Félix)
http://viveirodeversos.blogspot.com/

Reticentes


Vem cá!
Pra que usar ponto final
se a gente ainda tem as reticências?
Vai, muda o teu cenário
que o meu também já não é o mesmo
E daí se o nosso tempo parece ter passado!?!
Que entrem em cena outros personagens...
Mas, vez ou outra, volta voando
pra encenar a nossa peça.
Reviver nossa história
Vem contar estrelas comigo outra vez,
me ensinar a voar
já que não aprendi a desenhar...
Esqueçamos a "má gramática" da vida
deixa ai sem pontuação...
Sempre haverá um amanhã!

Filha de Gaia

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pecadinhos


Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo
Tende piedade dos pecadinhos
Que de tão pequenininhos não fazem mal a ninguém

Perdoai nossas faltas
Quando falta o carinho
Quando flores nos faltam
Quando sobram espinhos

Eu que vivo na flauta
Vivo tão pianinho
Vou virar astronauta
Pra aprender o caminho

(Zeca Baleiro)


E que me atirem pedras aqueles que não cometem os pecadinhos...

sempre haverá tempo e espaço para uma bela canção!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Filme bom final ruim


Vai e canta para um ser qualquer
tudo o que cantei pra ti!
Vá e continue se tornando pequeno

até que eu não possa mais te ver!

Cresça e apareça
torne-se estranho a mim

Conheça-me outra vez!

Tu que foste gigante
se tornara pó
torna-se ar!
Já não posso ver o que me encantava completamente...
Alucinógeno!
Tornou-se bobo, vazio!

Quebrou o belo,
profanou o sagrado
pisou as flores que plantei com tanto cuidado!
Mata-se em mim...
Morre o que eu amava em ti!

Vai e canta pra outro ser
esse teu canto que agora me parece irreal, mecânico!
Suicidou em mim...

Renasça!
Torna-se ar!!!


Filha de Gaia

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Um pouco de Leminski pra acalmar os meus pensamentos...


(1944 - 1989)


Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares.
(Fonte: Wikipédia)


"Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."

"HAI

Eis que nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que nasce perfeito
e, ao crescer, diminui. "



"en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
moches
poemas"



"lembrem de mim
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça"



"-Que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O saque


Perdi o tom
A conta
A descrição
Me despi em palavras
Pra te fazer entender
O que o meu corpo não parava de gritar
Saquei as minhas armas
Você não sacou nada!

Filha de Gaia

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Abusada


Gosto de observar você a se exibir.

Mesmo de longe vejo tua perfeita sincronia

com o escuro infinito do noturno céu.

Abusada!

Finge que não me vê a te espiar.

Mas não me importa, acompanho cada fase tua!

Adoro tua pele tatuada

Há quem diga que é dragão

eu só vejo o colhinho...

Gosto de te ver assim

Cheia!

Provocando encantamento

Demonstrando empáfia

As vezes se esconde

depois recomeça...

espero!

Abusada...

gosto tanto de te observar

que risquei você em mim

como fizeste com teu dragão

(ou será um coelho de estimação?)

Para que não possas fugir!

Filha de Gaia