Através dela sentimentos particulares tornam-se coletivos. Quem de nós não já pensou “esta música parece ter sido feita pra mim, pra contar a minha história” ou “gostaria de ter feito esta canção”? Eu poderia ficar por aqui citando letras e sons que de algum modo mechem com minha emoção e imaginação durante horas, dias... São muitas as que me fazem sorrir, chorar, que me deixam com raiva, ou me trazem uma saudade.
Música e história são amigas íntimas, caminham de mãos dadas. Em tempos de guerra os Beatles gravaram “Revolution” em oposição às injustiças cometidas no Vietnã, Bob Marley através das suas letras sobre o amor e seu ritmo arrebatador fez da sua música instrumento de luta contra o racismo e um sistema social violento em sentidos amplos.
Michael Jackson e Lionel Richie em defesa das crianças africanas escreveram “We are the World” que gravada por grandes nomes da música internacional chamou a atenção do mundo e solicitou ajuda as nações, recentemente o ato foi repetido em prol das crianças do Haiti, o país mais pobre das Américas que agora sofre os efeitos do fenômeno natural que arrasou ainda mais seu território.
No Brasil nomes como Chico Buarque, Geraldo Vandré e nosso Raulzito pregando sobre sua "Sociedade Alternativa" deram a cara (o corpo inteiro) pra bater e fizeram do seu som arma poderosa contra a ditadura militar... Arriscaram sua integridade física pelo direito que hoje me permite estar aqui escrevendo o que bem entender... Viva a liberdade de expressão!
Como já disse poderia ficar aqui horas falando sobre o que gosto na música, sobre o som que me toca, pois minha história é musicada por minuto, cada momento deve ser enfeitado de som, bordado de poesia para que a gente continue flor. Assim vou, me deixo flutuar e o som me leva... E você, o que faz seu coração acelerar? Já pensou sobre aquela canção que te tira da órbita?





