terça-feira, 31 de agosto de 2010

Namoro no portão



Você

Que invadiu a minha casa

Roubou-me os pensamentos

E sem avisos se abrigou em mim

Pensei que fosse apenas um menino

Que espera a chuva passar

Brinquei!

Mas você era mais

Te encontrei vagando em uma

Dessas curvas da vida

Levitando em meio às palavras

E logo soube que por muito tempo caminhou só

Que tempos difíceis te obrigaram a crescer

Versejando para aliviar a dor

Me encontrei em ti

Você menino me encantou

Ouvir-te dizer por ai que não és forte

Acontece que não sabes a força que tens

Eu guardei você em mim

E no instante em que te vi

Soube que versejar contigo

Seria belo, sutil e insano

Como namoro no portão.

Constatação




Preciso parar e ler uns livros
trabalhar
ir mais ao cinema
praticar esporte...
Parar de sonhar com você



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu, tu, eles e as borboletas



Eu
Você
Soma de fragmentos
Assim me fiz
Assim tu vens
Eu vou
Ontem, hoje, amanhã
de mim, de ti, de nós
Verso, avesso, inverso
Vou mostrando quem sou
Flores, cores, sons
Brigo, abrigo
Me vejo
Te vejo
Te beijo
Borboletas em mim
em ti

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Constatação


E o amor, o que é? Acho que se trata de uma invasão de alma que traz aquela imensa vontade de ser poeta, de ser dono das canções mais belas. É tornar o outro necessário mesmo sabendo que carrega em si todos os defeitos do mundo... É ser bobo mesmo o homem culto. É querer ser muitos e querer um só. É ser louco o suficiente para embarcar naquela que poderá ser a melhor ou a pior viagem da sua vida!



"Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral de exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz."

(Clarice Lispector)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Devaneios de Gaia


Estive caminhando em círculos me perdi entre palavras vazias e memórias vagas que insistem em se desenhar no papel. Onde deixei minha inspiração? Onde perdi o sentido dos textos que ocupavam as folhas do meus cadernos?

Deixei em você, deixei que meus versos adormecessem e fossem embora escondidos no fundo falso da tua mochila. Tão falso quanto teus projetos, ideais e sentimentos.

Deixei de dormir por um longo período. Acontece que eu não queria te encontrar pelas estradas do inconsciente. Perdi sono e perdi tempo!

Roubou meus dias, tirou meu chão e agora quer me roubar a poesia...

O que você não percebe é que não há mais nada, as palavras se perderam os versos adormeceram e as folhas rasgadas foram levadas pelo vento.

Tornou-se pequeno, espótico, fulgaz...

E quando nossos caminhos se cruzarem por estradas conscientes e inconscientes não diga o meu nome. Pois agora se chamo pelo seu é porque já não sou inteiro, já não sou o mesmo.




"Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar..."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Blues é assim, baby"



Eu quero te ver chegar
trazendo a face queimada pelo sol
e a malícia doce no sorriso.
Meu bem eu já não sei o que faço
para que essa espera não deixe de ser
parte da imaginação.
Sintoma de ócio criativo
mas você provoca
me diverte e eu te abrigo
Fui criado em meio a tempestade
você é calmaria
e não sei se consigo me acostumar a tua paz
mas preciso de você em mim
Preciso ouvir tua voz cantando ao meu ouvido:
"Blues é assim, baby. Blues é assim..."
E então te esperaria!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma lembrança boa de você


"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."

(Caio Fernando Abreu)



Nos dias de preguiça o Caio fala por mim...